A Arena Barueri, embora seja uma estrutura moderna e capaz de receber grandes partidas, está sendo questionada quanto à sua real funcionalidade para abrigar uma sequência de jogos de times de grande apelo, como o Palmeiras. Análises recentes, após a realização de quatro partidas em 2026, revelaram que o estádio gerou prejuízo financeiro em dois desses confrontos (contra Mirassol e Vitória), levantando um alerta sobre a logística operacional.
O cerne do problema reside na complexidade de acesso para o torcedor. A região de Barueri, apesar de seu desenvolvimento, apresenta gargalos no transporte público que dificultam a chegada e a saída maciça de pessoas em dias de jogo. Além disso, o custo elevado do estacionamento cria uma barreira econômica adicional, elevando o valor final da experiência para o público e reduzindo o comparecimento.
Especialistas apontam que esses fatores combinados impactam diretamente a receita de bilheteria, tornando o local inviável para uma agenda contínua. Enquanto a presidente Leila Pereira demonstrou apoio ao uso do espaço, a realidade dos números indica que a Arena Barueri se revela mais eficiente para uso pontual, onde as despesas operacionais são controladas e a expectativa de público é mais flexível.
Para o cenário de Barueri, que se beneficia da visibilidade trazida por grandes eventos esportivos, a discussão foca em como mitigar esses problemas. Investimentos em mobilidade urbana e a criação de pacotes de acesso mais vantajosos para o torcedor seriam passos essenciais para que a arena pudesse, de fato, se consolidar como um polo de futebol regular, e não apenas uma alternativa de emergência. A otimização da experiência do fã é crucial para garantir a sustentabilidade econômica em qualquer modalidade de uso.



