Justiça Age em Barueri: Ministério Público Oferece Denúncia Contra Autor de Tragédia em Alphaville. A tranquilidade de Alphaville, um dos bairros mais emblemáticos de Barueri, foi brutalmente interrompida no último dia 16, e a resposta da Justiça já se concretizou. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) formalizou a denúncia contra o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, acusado de assassinar friamente dois colegas de profissão em plena Avenida Copacabana. Este caso, que chocou a comunidade local e levanta sérias questões sobre a convivência no ambiente de trabalho, agora segue para a fase de instrução processual, com o MP buscando a condenação máxima para o acusado, que permanece em prisão preventiva na Cadeia Pública de Carapicuíba. O promotor de Justiça Vitor Petri foi enfático ao apresentar a peça acusatória na última segunda-feira (26), solicitando a manutenção da custódia cautelar do denunciado. Segundo a Promotoria, os atos praticados não foram meros desentendimentos que escalaram; configuraram homicídios duplos cometidos com extrema gravidade. O texto da denúncia detalha qualificadoras severas que podem elevar significativamente a pena do médico: motivo fútil, o que sugere uma desproporcionalidade entre a causa e a consequência fatal; perigo comum, dado o risco imposto a terceiros no local público; e, crucialmente, o uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, caracterizando a surpresa do ataque. A Dinâmica do Crime e o Impacto em Barueri. O episódio ocorreu por volta das 21h40, em uma área movimentada da região. Relatos indicam que uma discussão, que teria começado dentro do estabelecimento gastronômico El Uruguayo, transcendeu o ambiente privado e culminou em violência extrema na via pública. O que se seguiu foi um ato premeditado, conforme aponta a investigação. Após o entrevero inicial, o denunciado teria se afastado brevemente, buscando uma pistola calibre 9mm, classificada como de uso restrito, em sua bolsa. Este detalhe é fundamental para embasar a qualificadora de recurso que impediu a defesa das vítimas, que foram pegas de surpresa pelo revide armado. As vítimas fatais foram identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. A violência dos disparos é um ponto central na denúncia. Vinicius foi atingido duas vezes, nos segmentos do abdômen e das costas, e, apesar dos esforços de socorro, não resistiu. Luís Roberto sofreu um ataque ainda mais brutal, sendo atingido por incríveis oito disparos, o que resultou em seu falecimento no local ou logo após o atendimento inicial. Para a economia local de Barueri e para o círculo profissional da medicina, a perda de dois profissionais em circunstâncias tão trágicas representa um luto profundo e um abalo na segurança percebida. A Preensão em Flagrante e as Provas Materiais. O autor dos disparos foi detido em flagrante logo após o ocorrido, um desfecho rápido que permitiu à Polícia Militar apreender o armamento utilizado. Junto ao médico, foram recolhidos uma pistola Taurus G2C calibre 9mm, 21 munições, três carregadores e 11 cápsulas deflagradas, evidências robustas que sustentam a denúncia do MP. As autoridades policiais apontam que havia um histórico de desavenças profissionais entre os três médicos, o que parece ter sido o estopim para a barbárie. Este episódio serve como um duro lembrete da necessidade de canais eficazes para a resolução de conflitos no ambiente corporativo, inclusive em setores de alta pressão como o da saúde. Enquanto a Justiça de São Paulo avança no caso, a comunidade de Barueri aguarda um desfecho que reforce a segurança jurídica e a responsabilização pelos atos cometidos em suas vias. A manutenção da prisão preventiva é vista como essencial para garantir a ordem pública e assegurar que o processo transcorra sem interferências, dado o histórico de violência demonstrado pelo denunciado. Acompanhar os desdobramentos deste processo é crucial para entender como a lei trata crimes graves que eclodem em bairros de alta visibilidade como Alphaville. A denúncia formal marca o início de uma batalha judicial que promete ser acompanhada de perto por moradores e colegas das vítimas, buscando justiça pela vida interrompida.



